quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O infantil estadunidense na 2ª Guerra Mundial, breve comentário.


Em tempo de guerra, nem os quadrinhos e animações infantis são inocentes, ainda mais em um país tão bélico quanto os Estados Unidos...

Sabe o Capitão América que há pouco estava nos cinemas?  Foi criado em 1941. No ano do ataque japonês a Pearl Harbour, Capitão América  com seu escudo patriótico já combatia os nazistas. Depois do fim do conflito, 1945, o personagem ficou esquecido por um tempo, mas ressurgiu na década de 1960 e até hoje luta pelo nacionalismo norte americano.

Já o simpático pato Donald foi criado antes da segunda guerra mundial, em 1934. Mas durante o conflito assumiu firme postura perante o nazismo. As imagens passadas pelo episódio de 1943 em que ele se vê como integrante do exército nazista são de ousada e surpreendente provocação. Já a forma como a liberdade estadunidense o liberta é quase um clichê.


Mas a propagação dessas imagens não deveria se limitar ao território do país. A América Latina também os preocupava. Afinal, é sabido o temor de que o avanço nazista seduzisse as terras de cá. Pois bem... Já viram algum filme da Disney estrear no Brasil antes mesmo das telas norte americanas? Pois aconteceu com o filme que apresentou ao mundo o papagaio Zé Carioca. Inspirado em um músico paulista, José do Patrocínio de Oliveira, o personagem malandro reúne características estereotipadas do brasileiro. O filme estreado no Rio de Janeiro em 1942 e nos EUA no ano seguinte começa com a sugestiva imagem de um aperto de mão e intitula-se “Saludos amigos!”.  

São só três exemplos aqui tratados superficialmente... Mas fica a lembrança pelo dia das crianças! E fiquem atentos, apesar do que andam dizendo por aí o Aurélio e o Houaiss, nem sempre o infantil e o inocente e pueril andam juntos... 

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