Em tempo de guerra, nem os quadrinhos e animações infantis
são inocentes, ainda mais em um país tão bélico quanto os Estados Unidos...
Sabe o Capitão América que há pouco estava nos cinemas? Foi criado em 1941. No ano do ataque japonês a
Pearl Harbour, Capitão América com seu
escudo patriótico já combatia os nazistas. Depois do fim do conflito, 1945, o
personagem ficou esquecido por um tempo, mas ressurgiu na década de 1960 e até
hoje luta pelo nacionalismo norte americano.
Já o simpático pato Donald foi criado antes da segunda
guerra mundial, em 1934. Mas durante o conflito assumiu firme postura perante o
nazismo. As imagens passadas pelo episódio de 1943 em que ele se vê como
integrante do exército nazista são de ousada e surpreendente provocação. Já a
forma como a liberdade estadunidense o liberta é quase um clichê.
Mas a propagação dessas imagens não deveria se limitar ao
território do país. A América Latina também os preocupava. Afinal, é sabido o
temor de que o avanço nazista seduzisse as terras de cá. Pois bem... Já viram
algum filme da Disney estrear no Brasil antes mesmo das telas norte americanas?
Pois aconteceu com o filme que apresentou ao mundo o papagaio Zé Carioca.
Inspirado em um músico paulista, José do Patrocínio de Oliveira, o personagem
malandro reúne características estereotipadas do brasileiro. O filme estreado
no Rio de Janeiro em 1942 e nos EUA no ano seguinte começa com a sugestiva
imagem de um aperto de mão e intitula-se “Saludos amigos!”.
São só três exemplos aqui tratados superficialmente... Mas
fica a lembrança pelo dia das crianças! E fiquem atentos, apesar do que andam
dizendo por aí o Aurélio e o Houaiss, nem sempre o infantil e o inocente e pueril
andam juntos...

Por isso não fui capitão américa, nunca tive simpatia por ele.
ResponderExcluirhahaha Mamãe rebeeelde...
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